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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

o optimismo, uma doença incurável.

devo ser das pessoas mais ácidas e azedas que conheço. quer dizer, tenho dias.
queixo-me no mínimo duas vezes por dia, normalmente de tudo e de nada, e tenho uma enorme queda para a procrastinação, resultando em ciclos de culpabilização e remorso.
sei que sou relativamente rídicula e que devia evitar todas estas coisas, mas ser negativo dá tão menos trabalho e chega a ser estiloso, ser positivo é quase como ser tótó.
confesso sou pouco dada a lamechices (não me babo com bebés mas se forem gatinhos ou coelhinhos começo a chorar). no entanto, ao descobrir o site do Patrick, percebi aquilo que já desconfiava: sou parva. O Patrick tem uma doença incurável que o está a destruir aos poucos. Em vez de baixar os braços, criou todo um movimento cujo motor é o optimismo, ideia algo irónica para alguém nas condições em que ele se encontra. Para além das tarefas do dia-a-dia, angariar fundos para associações e do seu papel como marido e pai, o Patrick ainda arranja forças e motivação para criar ilustrações, retratos de pessoas que ele tem como inspiração.

Se calhar estão se nas tintas, mas caso não estejam espreitem aqui, pois dá que pensar.